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2015-11-15 00:00:00.103

PAGAR O PARQUE DE ESTACIONAMENTO COM O TELEFONE

PAGAR O PARQUE DE ESTACIONAMENTO COM O TELEFONE


Promover a mobilidade das pessoas e tornar os meios urbanos mais saudáveis e despoluídos parecem dois objetivos quase antagónicos e difíceis de implementar no mesmo local. Até porque, comparando com as últimas décadas, os europeus, com muito mais frequência, viajam dentro e fora do país, mudam de casa, de cidade, de país, de emprego: mexem-se.


As cidades são o centro de convergência de milhares de pessoas que vivem normalmente na periferia e se deslocam diariamente em movimentos pendulares.

Como conciliar, então, meios urbanos mais verdes com a mobilidade e as necessidades dos cidadãos?

Em maior ou menor grau, a mobilidade sustentável já está presente nas políticas de urbanização de praticamente todas as cidades portuguesas. Esta pressupõe que os cidadãos, vivam eles em qualquer ponto do país, tenham ao seu dispor meios de transporte e formas de mobilidade que lhes permitam deslocar-se de forma segura, confortável, em períodos de tempo convenientes e, já agora, a custos aceitáveis.

O objetivo europeu é exatamente o mesmo: incentivar a mobilidade mas, ao mesmo tempo, reduzir os congestionamentos, os acidentes, o barulho e a poluição nas cidades europeias. Por isso, a Comissão Europeia incita as autoridades municipais a criarem zonas de acesso restrito mediante políticas de desincentivo do uso de viaturas próprias em benefício dos transportes públicos.

Cada vez mais surgem parques de estacionamento em zonas estratégicas das cidades onde podem ser deixadas as viaturas próprias. Normalmente estes locais estão organizados por zonas de maior ou menor importância e acessibilidade e têm preços variáveis. No entanto, nos moldes tradicionais, o estacionamento na via pública tem restrições relativamente à duração do período em que é possível estar nele estacionado, sendo necessário inserir moedas com frequência, não servindo como solução de longo prazo.

A internet e as novas tecnologias da comunicação e da informação vieram acabar com esta restrição, através de uma aplicação que permite pagar o estacionamento através de telemóvel e que acrescenta ainda a vantagem de se pagar, ao minuto, o espaço de tempo que foi utilizado e sem recurso a moedas.

É um serviço que permite então o pagamento do estacionamento na via ou nos parques públicos através do telefone, tablet ou computador, que foi programado para responder a uma necessidade específica. Neste caso, tornar mais útil o serviço de estacionamento libertando os utentes das restrições temporais inerentes.

É um serviço que permite então o pagamento do estacionamento na via ou nos parques públicos através do telefone, tablet ou computador, que foi programado para responder a uma necessidade específica. Neste caso, tornar mais útil o serviço de estacionamento libertando os utentes das restrições temporais inerentes.

A forma de pagamento é simples e cómoda, permite que este seja feito em qualquer local e a qualquer hora, através da aplicação onde é inserida a matrícula do automóvel, a localidade e a zona de parqueamento. O estacionamento pode ser prolongado remotamente e, como serviço suplementar, pode ativar o alerta lhe permite receber no dispositivo móvel uma mensagem de aviso de fim do tempo de estacionamento. Da mesma forma, o estacionamento pode ser interrompido em qualquer altura sem que seja cobrado tempo não usufruído.

O cliente deverá respeitar as regras e a tabela de preços aplicáveis a cada exploração de estacionamento.

A funcionalidade foi pensada para servir igualmente clientes mais conservadores que não aderiram aos smartphones com internet em permanência, mas que poderão também usufruir do mesmo serviço através de um sms ou de uma visita ao sítio de internet da empresa.

Neste formato, não é necessário colocar qualquer comprovativo do pagamento no automóvel, uma vez os serviços centrais da empresa têm acesso ao registo da matrícula automóvel.

Várias autarquias portuguesas introduziram já a possibilidade dos pagamentos móveis nos seus parques de estacionamento, como a de Lisboa, Vila nova de Gaia, Bragança, Évora e muitas outras.

Do ponto de vista do fornecedor do espaço de estacionamento, este meio de pagamento oferece uma oportunidade de redução de custos. Esta redução deve-se ao fato de deixarem de existir custos relativos à necessidade da manutenção das máquinas de cobrança, à recolha do dinheiro, e à fiscalização. Por outro lado passa a existir uma cobrança mais eficaz do serviço, uma vez que pelo método tradicional o tempo de estacionamento pode ser ultrapassado sem que haja consequências.

Em termos funcionais a aplicação tecnológica permite introduzir variações como oferecer estacionamento em determinadas zonas das cidades para incentivar o comércio local. Este método já era utilizado em alguns centros comerciais de grande dimensão, existindo, no entanto, várias possibilidades. Por exemplo, a primeira hora de estacionamento é gratuita para incentivar a rotatividade de clientes ou, noutra modalidade, o parqueamento pode ser totalmente gratuito desde que a pessoa efetue compras nas lojas aderentes. A possibilidade depende da política de marketing da empresa.

Outro exemplo, este em espaço aberto, durante o período das compras de Natal de 2014, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) ofereceu horas específicas de estacionamento na via pública e nos parques circundantes do comércio local com o objetivo de apoiar o comércio na zona.

A funcionalidade foi pensada para servir igualmente clientes mais conservadores que não aderiram aos smartphones com internet em permanência, mas que poderão também usufruir do mesmo serviço através de um sms ou de uma visita ao sítio de internet da empresa.

As variações da funcionalidade do serviço podem ser adaptadas a múltiplas circunstâncias do foro das autarquias, ou criadas à sua medida em função do objeto de interesse, permitindo múltiplas combinações. Como a da possibilidade de criar títulos integrados, que combinam a utilização de um parque de estacionamento com o formato normal de um passe de transportes públicos. Isto permite incentivar o estacionamento dos veículos em parques referenciados em zonas de ajuntamento de vários modos de transporte.

Todas as zonas urbanas ambicionam ter o maior número de pessoas possível a contribuir para a sustentabilidade económica, mas também ambiental da localidade reduzindo ao máximo o impacto negativo dessa afluência. Isso passa por criar alternativas confiáveis à viatura própria e facilitar a utilização de outros meios de transporte, sejam eles coletivos ou "mais verdes" como as bicicletas.

Em Lisboa, os utilizadores de parques de estacionamento e transportes coletivos da cidade que possuam um cartão Lisboa Viva, já podem ter um título integrado Carris/Metro/Parque, também designado por título integrado Park & Ride (Carris + Metro + Parque por 30 dias). Isto permite que o utilizador tenha direito a estacionar nos parques aderentes da EMEL e EMPARK e fazer o restante trajeto utilizando o transporte da Carris e do Metropolitano numa determinada zona urbana.

Esta medida não é original da capital portuguesa, mas pode ser repetida noutros centros urbanos, com as variações mais convenientes. É antes uma iniciativa repetida de outras cidades e capitais europeias, largamente incentivada pela Comissão Europeia.

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