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2015-12-01 00:00:00.153

ECONOMIA SÉNIOR, NEGÓCIO DE FUTURO

Economia Sénior, Negócio de Futuro


Chama-se empreendedorismo intergeracional à combinação da sabedoria e dos conhecimentos dos mais velhos com a formação e disponibilidade dos mais novos. Juntam-se ambas as gerações e o resultado são novas empresas, mais empregos e seguramente ocupações e aprendizagens para ambas.


Há profissionais com conhecimentos únicos que estão a reformar-se sem terem transferido o saber possuem. O artesanato é uma das áreas mais evidentes onde isso acontece. Por outro lado há jovens criativos, ligados às artes, ávidos por fontes de inspiração. A oportunidade parece evidente, no entanto, falta criar o espaço onde ambas as gerações interajam e troquem conhecimentos. O resultado pode ser um produto inovador com grande aceitação por parte do público, quer a nível local quer num mercado mais amplo (online incluído).

As autarquias e associações regionais estão mais habilitadas para fomentarem este espaço de aprendizagem, uma vez que conhecem melhor do que ninguém a região onde se inserem. Além de que do ponto de vista económico podem obter lucro direto e indireto de várias formas, desde a criação da formação, passando pelo produto turístico e promocional da região.

As autarquias e associações regionais estão mais habilitadas para fomentarem este espaço de aprendizagem, uma vez que conhecem melhor do que ninguém a região onde se inserem. Além de que do ponto de vista económico podem obter lucro direto e indireto de várias formas, desde a criação da formação, passando pelo produto turístico e promocional da região.

O avanço dos sistemas de saúde e o melhoramento da qualidade de vida continua a fazer aumentar a esperança de vida no mundo ocidental. Um fato incontornável que requer um acompanhamento e adaptação das políticas públicas e da iniciativa privada como forma de criar oferta para um novo modelo de procura. Isto é uma necessidade mas é também uma oportunidade.

A economia sénior é já uma parcela do planeamento das instituições públicas, com possibilidades de crescimento e de desenvolvimento quase infinitas que pode e deve ser melhor desenhada, para o proveito quer dos investidores quer dos beneficiários.

Pelas caraterísticas e necessidades físicas mas também pela disponibilidade de tempo deste grupo da população surge um ramo de atividades vocacionado para os mais velhos, incentivado por políticas nacionais e municipais específicas mas também por oportunidades para o setor privado.

O turismo sénior é possivelmente a área mais conhecida mas está longe de estar esgotada e Portugal possui características geográficas que atraem inúmeras pessoas reformadas, sobretudo europeias, que preferem mudar-se para o sul da Europa para desfrutar dos últimos anos de vida. Vêm recolher-se ao sol, mas vêm também para desenvolver negócios. Certo é que todos os seniores, nacionais ou estrangeiros têm algumas necessidades idênticas, como cuidados de saúde de proximidade, mais frequentes, possivelmente, do que o resto da população.

As características de uma população mais envelhecida exigem alguma criatividade por parte dos organismos públicos no sentido de criar ou incentivar atividades que sejam adequadas à população nesta faixa etária, mais disponível para usar serviços como desportos específicos ou enveredar por aprendizagens para os quais não tiveram tempo ao longo da vida. Com frequência aderem também a participar em ações relacionadas com o ensino e a cooperação em atividades que os próprios conhecem melhor do que os mais novos.

Os benefícios para os mais velhos são inúmeros. Está provado que um sénior que mantenha uma atividade física regular é uma pessoa mais saudável física e mentalmente, ao mesmo tempo que pode manter uma vida social movimentada, longe do isolamento.

A economia sénior é já uma parcela do planeamento das instituições públicas, com possibilidades de crescimento e de desenvolvimento quase infinitas que pode e deve ser melhor desenhada, para o proveito quer dos investidores quer dos beneficiários.

O (re)despertar do interesse geral pelas atividades tradicionais em resposta aos novos desafios da sociedade, pelo retorno à agricultura, agora mais do que de subsistência, com a adesão crescente às feiras temáticas, sociais e de época, há um reavivar de oportunidades de negócios onde os mais velhos, pelo conhecimento, pela formação e pela experiência que têm, podem e devem desempenhar um papel ativo, que como resultado contribui para a redução da taxa de desemprego de quem escolhe aprender uma destas atividades. Outra das vantagens é a transmissão de saberes únicos de algumas atividades tradicionais como o artesanato, que de outra forma se perderão de forma definitiva. As autarquias têm a possibilidade de criar espaços de troca de conhecimentos entre gerações, o que, para além da perspetiva da continuidade, é a oportunidade de transformar uma atividade informal em empresarial com expectativa económica de crescimento e uma forte componente social.

O programa United at Work (UAW) é seguramente um produto das circunstâncias atuais da sociedade e um aproveitamento dessa sabedoria dos mais velhos. Trata-se de um programa de apoio ao empreendedorismo, cujo requisito principal é a parceria de pelo menos um elemento com menos de 30 anos, com formação superior, e outro entre os 50 e os 65 anos, qualificado e com experiência profissional, mas ambos sem emprego.

A iniciativa em Portugal partiu da Santa Casa da Misericórdia, com o apoio de várias instituições, e tratouse de um projeto de "experimentação social" cofinanciado pela Comissão Europeia através do Programa para o Emprego e a Solidariedade Social (PROGRESS).

O projeto UAW pretendia, quando foi lançado em 2014, contribuir para a configuração de uma política ativa de emprego que permitisse a integração conjunta de jovens e seniores na vida ativa através do empreendedorismo intergeracional, com a criação conjunta de empresas e emprego. Este é apenas um exemplo, mas a tendência é para surgirem mais possibilidades.

O novo quadro financeiro da União Europeia 2014 - 2020 através do Microfinanciamento e Empreendedorismo Social - o EaSI - cujo eixo relativo ao Emprego e à Inovação Social apoia ações em duas áreas temáticas, ambas com ênfase na componente social: o microcrédito e microempréstimos para os grupos vulneráveis e as microempresas e o empreendedorismo social.

Na última área temática, o fator mais importante para a Comissão Europeia é a atividade ou a empresa em causa serem capazes de ter um impacto social na região em que se inserem: o propósito social, como a criação de emprego, ou a prestação de um serviço aos grupos mais vulneráveis.

O acesso ao crédito é normalmente um dos maiores obstáculos ao crescimento das empresas sociais, por isso a Comissão Europeia avançou com uma linha de crédito de EUR 500 000 e cofinanciou 21 projetos piloto de 12 países (entre eles estão dois portugueses). Bruxelas estima que a economia social esteja a dar emprego a cerca de 11 milhões de pessoas na União Europeia, 6% da totalidade de emprego e com espaço para crescer, até porque os números relativos às pessoas com mais de 60 anos não param de aumentar.

Economia Sénior
A economia sénior é já uma parcela do planeamento das instituições públicas, com possibilidades de crescimento e de desenvolvimento quase infinitas que pode e deve ser melhor desenhada, para o proveito quer dos investidores quer dos beneficiários.

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